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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Hackers: de marginais a heróis da era digital

Tenha você começado a usar o computador há pouco tempo ou já sendo um verdadeiro veterano desse mundo, com toda a certeza você já leu e ouviu várias vezes a palavra “hacker”. Essas figuras cercadas de mistérios, surgidas na longínqua década de 1960, até pouco tempo atrás eram associadas exclusivamente com o crime e era raro encontrar quem as defendesse.

Porém, mais recentemente, parece que houve uma grande inversão nessa situação. Basta verificar as notícias relacionadas ao Anonymous e ao LulzSec publicadas pelo Tecmundo para ver que, atualmente, não só as atividades desses indivíduos são vistas com bons olhos, como para muitos eles se transformaram em verdadeiros heróis da internet.



Falar que hackers são “bons” ou “maus” é reduzir a uma visão muito estrita as atividades de um grupo muito amplo de pessoas. Caso eles não existissem, a história da computação poderia ser bastante diferente: nomes como Bill Gates e Steve Jobs, normalmente associados a corporações sisudas, iniciaram sua carreira modificando aparelhos construídos por outras empresas, algo considerado ilegal na época — entre os resultados desse tipo de atividade, está o computador pessoal como o conhecemos atualmente.



Embora não seja possível apontar com exatidão o momento em que a noção de hackers como heróis da internet passou a ser a mais aceita, é fácil entender os principais responsáveis pela mudança. O LulzSec e o Anonymous são os principais responsáveis pelo que ficou conhecido como “hacktivismo”, palavra que designa invasões feitas como forma de protestar contra uma situação ou que tenham como objetivo expor informações sigilosas sobre corporações que prejudicam a população em geral.



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